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1 de dez. de 2010

Uso distorcido de software escondeu roubo de 2,5 bilhoes de reais

Toni Sciarretta Osauditores do Banco Central e a Polícia Federal investigam o software do banco PanAmericano e seu uso distorcido na maquiagem de dados que escondeu um rombo de R$ 2,5 bilhões no balanço do banco. da Folha de S.PauloOs Duas semanas atrás, denúncia feita à procuradoria em São Paulo indicou que a fraude bilionária no banco só foi possível porque o software de transações bancárias foi adulterado ou utilizado de forma irregular. A suspeita é de que o programa foi usado de forma a ludibriar não só a empresa de auditoria (Deloitte) como também o Banco Central, escondendo o rombo. Os procuradores agora investigam se houve envolvimento de membros da equipe de tecnologia do banco. O programa permitiu, por exemplo, que a venda de uma carteira de crédito (de milhões de R$) se transformasse em receita. A operação não exigia a baixa desses empréstimos dos "ativos" do banco. Grosso modo, o banco vendia algo mas continuava a possuir uma "cópia" da riqueza, que exibia aos outros (em relatórios). Claro, essa cópia não valia nada, exceto "visualmente", para o mercado. Demorou cerca de um ano, e R$ 2,5 bilhões, até o BC perceber que havia algo errado, Normalmente, os sistemas dos bancos são programados para evitar que erros simples, como de digitação e inserção duplicada de dados, causem danos maiores às instituições. Outros lados envolvidos no caso Por meio de sua assessoria, o Ministério Público informou que não se manifestaria sobre o caso no momento, pois as investigações ‘ainda estão começando‘. A assessoria do Grupo Silvio Santos não respondeu ao pedido de contato com a Folha até o fechamento desta edição. Toda a diretoria atual, bem como ex-executivos de gestões anteriores do PanAmericano, estão sendo investigados.

Comunidade open source torce pela Microsoft nos tribunais

Se gigante vencer processo em que é acusada de infringir patente, abrirá ótimo precedente para companhias que enfrentam problemas semelhantes.

É raro o momento em que a comunidade open source torce pela Microsoft nos tribunais, mas, pasmem, é justamente isso que está ocorrendo com a batalha que a gigante trava contra a Canadian i4i, empresa especializada em tecnologias de conteúdo colaborativo.

O processo, na verdade, transcorreu durante todo o ano passado, quando a empresa canadense acusava a Microsoft de infringir sua patente relativa ao formato XML. A companhia de Redmond perdeu a ação. Entrou com recurso e perdeu novamente, sendo obrigada a pagar 290 milhões de dólares, além de tirar o suporte ao padrão no Word 2007.

Na última segunda-feira (29/11), no entanto, a Suprema Corte dos Estados Unidos aceitou novo apelo do réu, ao exibir que recebera o apoio de empresas do porte de Google, Electronic Frontier Foundation (EFF) e Apache.

Claro e convincente Mas por que algumas rivais estão apoiando a Microsoft nesta empreitada?

Pois o que está em jogo é uma questão muito sensível: até que ponto uma companhia de software pode ir para invalidar uma patente.

Na maioria dos casos civis, o que guia o processo é o mote “preponderância de evidência”, que prioriza os fatos que são provavelmente verdadeiros, comoexplica, em seu blog, Michael Barclay, do departamento jurídico da EFF. Em se tratando de patentes, entretanto, uma norma mais rígida é utilizada, que exige do acusado evidências “claras e convincentes”.

Esse modelo intransigente traz dificuldades desproporcionais aos réus, principalmente em um contexto de software open source, diz Barclay. Além disso, “ameaça impedir a inovação e a difusão do conhecimento”.

Torcida Naturalmente, muitos membros da comunidade open source acreditam que patentes de softwares são altamente problemáticas. Por isso, eles esperam que, desta vez, excepcionalmente, a Microsoft prevaleça, facilitando a tarefa daqueles que têm de enfrentar problemas semelhantes, ou seja, acusações que se baseiam em patentes equivocadamente construídas e aceitas.

A decisão definitiva para o processo é esperada para o primeiro semestre do ano que vem. Até lá, a EFF espera obter o apoio de outras empresas, inclusive - ou principalmente - aquelas envolvidas com projetos de código aberto. Esta talvez seja a primeira vez em que a maioria está ao lado da Microsoft.

LAN houses devem ser mais que casas de jogo, alerta Comitê Gestor da Internet

O CGI (Comitê Gestor da Internet no Brasil) divulgou nesta quarta-feira (1) a pesquisa TIC LAN houses 2010, com dados sobre esses estabelecimentos de acesso à web. Uma das conclusões dessa primeira edição do estudo é que as LAN houses devem ser mais do que um lugar onde os usuários simplesmente vão para jogar. E que, se não houver uma diversificação nas atividades, esse tipo de estabelecimento pode acabar.

Os serviços mais utilizados nessas empresas, geralmente familiares, são: jogos (42%), impressão (19%) e cópia de documentos (12%).

“Não estamos decretando o fim das LAN houses, mas mostrando que há várias áreas pouco exploradas”, afirmou Winston Oyadomari, do Cetic.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação), órgão que conduziu a pesquisa. Entre as atividades menos procuradas pelos usuários – e que poderiam ganhar força -- estão os cursos de profissionalização, de uso da internet e de treino em informática e o uso de e-gov (sites governamentais que oferecem serviços públicos).

Para Juliano Cappi, da Cetic.br, é importante que haja algum tipo de variação de serviço, pois está cada vez mais fácil para a população adquirir um computador novo. “A tendência é que quando cresce a base de computadores nos domicílios, a procura por LAN houses caia.”

As LAN houses no Brasil, aponta o estudo, são estabelecimentos com gestão familiar (80%) e com efetivo enxuto (97% têm até três funcionários). Além disso, a maioria dos donos desse tipo de comércio tem o ensino médio completo como escolaridade (59%), enquanto apenas 6% têm ensino superior. “Geralmente, o proprietário é um microempreendedor que perdeu o emprego e usou o fundo de garantia para comprar computadores”, define Alexandre Barbosa do Cetic.br.

O estudo procurou traçar um perfil das LAN houses no país que, segundo o TIC Domicílios 2009 (levantamento que traça um perfil do usuário da internet), é o meio pelo qual cerca de 30 milhões acessam a internet.

O levantamento também procurou mostrar os motivos pelos quais os usuários vão às LAN houses. Os principais fatores apontados pelos proprietários que participaram da entrevista foram o a falta de um computador em casa (81%) e a de acesso à internet. No que diz respeito à faixa etária de pessoas que frequentam muito, há uma predominância de internautas com idade entre 16 e 24 anos.

China já prendeu mais de 460 hackers neste ano

A China deteve mais de 460 hackers, do começo do ano até o final de novembro, mas as perspectivas sobre impedimento de futuros ataques à segurança da computação continuam sombrias, anunciou o ministério da segurança pública do país.

O anúncio veio um dia depois da publicação de uma série de telegramas confidenciais do Departamento de Estado norte-americano. Os documentos incluem uma mensagem na qual um contato chinês não identificado afirmou que Pequim comandou a invasão aos sistemas de computadores do Google, como parte de uma campanha coordenada mais ampla de sabotagem executada por agentes do governo chinês, especialistas em segurança da computação do setor privado e malfeitores da internet.

"A atual situação de nossa repressão aos ataques de hackers continua a ser muito ruim, e o número de ataques de hackers e atividades de sabotagem na China continua muito alto", afirmou em comunicado um funcionário cujo nome não foi mencionado. O ministério informou ter resolvido 180 casos de ataques cibernéticos até o final de novembro.

Um funcionário do Ministério do Exterior chinês, que se recusou na terça-feira a comentar a revelação das informações pelo site WikiLeaks, solicitou que os Estados Unidos "resolvam da forma devida as questões correlatas" relacionadas ao caso. O funcionário não deu mais detalhes.

No começo de fevereiro, a China anunciou ter fechado o que alega ser o maior site de treinamento de hackers do país e detido três de seus membros, um mês depois que o Google ameaçou deixar o país como resultado de uma tentativa de ataque de hackers originada na China.

A China vem afirmando repetidamente que não fecha os olhos às atividades dos hackers, mas elas continuam a ser um hobby popular em um país com diversos sites que oferecem cursos baratos sobre técnicas básicas de invasão de computadores.

Jornalista australiano é demitido após comentário infeliz no Facebook

Sydney (Austrália), 10 set (EFE) - Um jornalista de um jornal regional australiano foi demitido nesta sexta-feira por ter comentado na rede social Facebook que o assassinato de um policial favoreceria a venda de jornais. O agente Will Crews, de 26 anos, morreu na quarta-feira, vítima de um disparo durante uma batida em um bairro do sudoeste de Sydney, e sua morte ganhou grande ampla cobertura na imprensa do país. Matt Nicholls, repórter do jornal "Glenn Innes Examiner", vendido na região onde aconteceu a morte, disse em sua conta no Facebook que "não há nada melhor que uma morte para aumentar a circulação (de um jornal)". O jornalista acrescentou que tiraria todo o proveito possível do fato "para minha empresa e o jornal". Alan Browne, o diretor-executivo da Fairfax Media, empresa que administra o jornal, publicou um comunicado para anunciar a demissão do jornalista. "As ações de Matt Nicholls são totalmente inaceitáveis e lamentamos profundamente qualquer dano causado à família e amigos do agente Bill Crews e à comunidade de Glen Innes", disse Browne. EF

Criador do Facebook vira personagem de quadrinhos

Depois de inspirar um filme, que estreia nesta semana nos Estados Unidos e em dezembro no Brasil, Mark Zuckerberg, criador do Facebook, vai virar personagem de uma revista em quadrinhos.

+ Ele é o futuro da internet? A Bluewater Productions, editora canadense especializada em quadrinhos, planeja lançar Mark Zuckerberg: Creator of Facebook, uma saga de 48 páginas que relata seus feitos. De acordo com Jerome Maida, autor do HQ, a ideia do gibi é mostrar todas as faces do criador da maior rede social do mundo, que conta com mais de mais de 500 milhões de usuários. "Certo ou errado, Mark encarou algumas pessoas de forma dura para chegar onde está hoje", afirma Maida. Na semana passada, Zuckerberg ficou em 35° lugar na lista dos mais ricos dos EUA, de acordo com a revista Forbes. O patrimônio estimado dele atingiu US$ 6,9 bilhões e superou o de Steve Jobs, presidente executivo da Apple, que aparece na 42ª posição do ranking.

Um em cada cinco divórcios envolve Facebook nos EUA

A era do batom no colarinho ou da conta de motel no cartão de crédito pode ser coisa do passado. Agora, um em cada cinco divórcios envolve a rede socialFacebook. A pesquisa, realizada pela Academia Americana de Advogados Matrimoniais, mostra que 80% dos advogados especializados em divórcio reportaram um aumento no número de casos que usam a rede social como evidência de que o parceiro cometeu adultério.
Mensagens e fotos postadas no Facebook estão sendo citadas mais e mais como prova de “diferenças irreconciliáveis”. Muitos casos giram em torno de usuários que aproveitam a rede social para entrar em contato com antigos namorados ou namoradas dos quais não tinham ouvido falar há anos.
Pelo menos 66% dos advogados citaram o Facebook como fonte primária de evidência em um caso de divórcio. Em segundo lugar aparece o MySpace com 15% e o Twitter, 5%.
Para reforçar esses dados, há casos que ganharam as páginas das revistas de fofoca recentemente. A atriz Eva Longoria, da série de TV “Desperate Housewives”, separou-se do jogador de basquete Tony Parker, após alegar que ele a havia traído com uma mulher com quem mantinha contato via Facebook.