27 de nov. de 2010
E-readers podem se tornar tão descartáveis quanto câmeras fotográficas
Engenheiro dos EUA desenvolveu técnica para fabricação de telas a partir do papel; produto depende de investidores para chegar ao mercado.
Os conhecidos e-readers como o Kindle, da Amazon, e o Nook, da Barnes and Noble, poderão um dia se tornar tão descartáveis quanto câmeras fotográficas graças a uma descoberta do engenheiro e professor Andrew Steckl, da Universidade de Cincinnati, em Ohio (EUA).
O engenheiro descobriu que o papel tem algumas propriedades semelhantes às do vidro no que diz respeito a servir de base a outros materiais. Ele conseguiu - com um processo chamado electrowetting - reproduzir, no papel, uma variação da tecnologia aplicada em telas de e-inks, utilizada no Kindle, por exemplo.
Depois de demonstrar os resultados obtidos obtidos até o momento, Steckl prevê que as telas feitas a partir do papel seriam rápidas, coloridas e com custos de produção menores.
No entanto, apenas alguns tipos de papel podem ser utilizados e a técnica de fabricação seria mais trabalhosa que a atual, segundo ele.
Por outro lado, com essa material, o e-paper ofereceria maiores facilidades para os consumidores e para os varejistas, já que poderia ser dobrado e guardado no bolso, por exemplo. Além disso, teria um impacto muito menor no ambiente.
Se decolar, esta tecnologia poderá ser aplicada não apenas para e-books, mas também em jornais e revistas, comentou o professor.
Steckl ainda não encontrou um investidor privado disposto a investir em seu projeto. Se for bem sucedido, é possível que esta tecnologia chegue ao mercado em menos de três anos.
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